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Entrevista a Bruno Matos

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Entrevista a Bruno Matos

Mensagem por Yeiti em Seg Ago 17, 2009 6:59 pm

Entrevista a Bruno Matos-autor de ILLUSYA - O REINO ENCANTADO no Diário Digital - LINK



"«Illusya – O Reino Encantado» de Bruno Matos
Texto: Pedro Justino Alves

Bruno Matos sempre foi um leitor ávido de literatura fantástica e por isso é com naturalidade que das suas palavras surjam livros deste género, um género que «sofre do mesmo preconceito que a Banda Desenhada, já que é visto como um produto para crianças». Para tentar mudar este estereótipo, a Saída de Emergência resolveu editar uma nova colecção, a TEEN (Tonifica e Estimula os Neurónios), onde podemos encontrar «Illusya – O Reino Encantado», a mais recente obra de Bruno Matos.

Bruno Matos revela nesta entrevista via e-mail que escreveu «Ilussya – O Reino Encantado» num período complicado da sua vida, «um período em que cheguei a duvidar se teria verdadeiramente talento para transpor para papel as inúmeras aventuras que vivem dentro de mim».
Esse momento de insegurança, natural em diversos escritores, acabou por ser passageiro e a história do reino de Illusya seduziu a editora Saída de Emergência, que resolveu apostar no português para o lançamento da colecção TEEN (um dos principais objectivos desta colecção é precisamente esse, apostar em escritores nacionais).
Por isso compreendemos na perfeição quando Bruno Matos diz que ver alguém a ler a sua obra «é algo inexplicável». Antes de tudo, e em relação a colecção TEEN, é sinal que esse leitor vê Illusya «como um mundo palpável».

Foi um leitor de literatura fantástica na sua adolescência?
A literatura fantástica sempre fez parte da minha vida. Ainda em criança, deliciava-me com desenhos animados - primeiro os que nos foram apresentados pelo saudoso Vasco Granja, depois pela abertura que a Anime trouxe ao panorama da animação. Daí passei para a Banda Desenhada europeia e os Comics americanos e posteriormente para a literatura mais convencional. Portanto, é justo dizer que a literatura fantástica, ou melhor, que o mundo da fantasia, sempre fez parte do meu próprio mundo.

Como, porque e quando decidiu escrever literatura fantástica?
A minha primeira paixão foi e sempre será a Banda Desenhada. Adoro desenhar e faço-o desde os meus cinco anos, antes mesmo de saber escrever. Divertia-me a criar aventuras rocambolescas e pedia à minha mãe e às minhas irmãs para preencherem os balões com as falas dos personagens. Infelizmente a Banda Desenhada não tem grande projecção no país, o que a deixa marginalizada em relação a outras artes. Foi então que decidi transformar as ideias que tinha em livros. Sou um leitor compulsivo, adoro passear por livrarias e a ida à Feira do Livro é um momento alto do ano. Tentei aprender de forma autodidacta algumas técnicas de escrita e descobri uma nova paixão. Escrever tornou-se algo sem o qual a vida seria complicada. Um processo trabalhoso, sem dúvida, de aprendizagem constante, mas que traz uma grande satisfação. Ver alguém a ler uma obra que criámos é algo inexplicável.

Dentro da literatura fantástica, quais escritores influenciaram o seu trabalho?
São vários os autores que podia citar, mas dos clássicos é impossível fugir do talentoso J.R.R. Tolkien e da sua trilogia, Isaac Asimov com uma visão robótica sem igual, Robert E. Howard, criador do cimério mais famoso do mundo, L. Ron Hubbard e o futuro apocalíptico da Terra. Recentemente o fenómeno Harry Potter conquistou-me - alguns livros melhores que outros - e recentemente descobri George R.R. Martin, que me deixou de queixo caído.

E no que se convencionou chamar de literatura mainstream?
Dos clássicos nacionais, destaco Alexandre Herculano, Eça de Queiróz e Camões. O último livro português que verdadeiramente me fascinou foi «Equador», de Miguel Sousa Tavares. Estou curioso por conhecer a escrita de José Eduardo Agualusa, um conterrâneo, de quem adquiri a última obra, «Paraíso Tropical». De resto, a escrita contemporânea de Paul Auster e o talento inigualável de Stephen King também enchem as minhas prateleiras, juntamente com muitos outros. Seria impossível citar todos.

Como e quando surgiu o convite para escrever este livro?
A Saída de Emergência foi uma editora que me intrigou desde que comecei a ver os seus livros nos escaparates. Para além das capas, que são das melhores no mercado nacional, apostavam claramente na vertente do fantástico e traziam o travo da fantasia que cresceu comigo. Senti um regresso à infância, às férias de Verão em que me apetrechava de livros na biblioteca que iam do fantástico à ficção científica. E não só se limitavam a publicar alguns clássicos, como os tratavam que nem preciosidades. Mais que editores, eles são acima de tudo fãs do género! A relação surgiu naturalmente, quando lhes mostrei «Illusya» e percebi que existia uma vontade mútua de publicar o livro, o que é essencial para que uma relação funcione.

A obra já estava escrita?
A obra já estava pronta. Escrevi-a depois de um período complicado, em que cheguei a duvidar se teria verdadeiramente talento para transpor para papel as inúmeras aventuras que vivem dentro de mim.

O que diferencia esta obra das anteriores que escreveu?
Primeiro, acho que já se nota uma evolução na escrita. Cada livro deve sempre ser um passo em frente em relação ao anterior. Quis também criar uma maior proximidade com o leitor, não só através da construção dos personagens, como ao nível da história, interligando o mundo fantástico ao nosso. Gostava que os leitores sentissem Illusya como um mundo palpável.

Os valores do bem, da ajuda e do companheirismo estão bem patentes no livro. É essencial ensinar esses valores aos mais jovens?
Eu tento sempre colocar nos meus livros o confronto entre o Bem e o Mal, mas não gosto de transmitir valores ou orientar o pensamento dos leitores como se fosse um professor. Uma das coisas que eu não gostava em certos contos infantis prendia-se com o facto de o Bem e o Mal estarem claramente definidos. Nas minhas obras, as áreas cinzentas são uma presença constante e nada garante que um personagem não mude de comportamento a qualquer momento. Deixo que sejam os leitores a perceberem quem é bom, quem é mau e quem anda na corda bamba. Tal como na vida, nada é garantido nos meus livros!

Os jovens deveriam ler mais literatura fantástica?
Nada deve ser uma obrigação e a leitura de fantasia muito menos. Acho que os jovens deviam perceber a importância da leitura no seu desenvolvimento cognitivo. Ler ajuda-nos a pensar, a saber tomar decisões. O que a literatura fantástica faz é adicionar um lado lúdico e fascinante à leitura, podendo funcionar como porta de entrada para outros géneros.

O fantástico não é um género muito em voga em Portugal em termos literários. Acredita que esta colecção, a TEEN, poderá abrir novos leitores para este género?

A colecção TEEN foi muito bem pensada, desde a forma e apresentação dos livros aos temas abordados. O facto de juntar autores clássicos a novos talentos abre o leque de opções dos leitores, que assim podem apreciar vários géneros de literatura fantástica e fazer as suas escolhas. Acho que tem tudo para triunfar no mercado nacional e abrir portas para autores nacionais no estrangeiro.

E porque a literatura fantástica ainda não conseguiu agarrar os leitores nacionais, caso que acontece com o cinema, por exemplo?
Tem muito a haver com a quantidade de estímulos a que os jovens estão sujeitos. Costumo dizer aos leitores que há espaço para todos. O cinema, as consolas e os livros podem co-existir. O que o cinema faz é pegar nas melhores histórias da literatura e convertê-las em película. É mais fácil sentarmo-nos numa sala, a comer pipocas e assistir a um produto acabado, mas perdem-se pormenores que só um livro pode oferecer. Aconteceu-me recentemente com o último filme do Harry Potter. Por isso não deixem de ler, nem que seja meia dúzia de páginas antes de dormir.

Acredita que a literatura fantástica é descriminada pelas pessoas? É considerada um género menor?
A literatura fantástica sofre do mesmo preconceito que a Banda Desenhada, é vista como um produto para crianças. Por algum motivo, noutros países, obras de fantasia surgem com duas capas, uma para adultos e outra para jovens. Tudo se resume às pessoas darem uma oportunidade ao fantástico e à BD. Experimentem antes de opinarem. Se não gostarem, a vida continua e os autores continuarão a escrever as suas obras, com o mesmo empenho, para os leitores que apreciam o seu trabalho.

Há uma grande confusão entre os leitores em relação a distinção entre a fantasia e a ficção científica. Acredita que essa confusão prejudica a literatura fantástica?

Se contribuir para atrair novos leitores, não vejo problema. Ao fim de algumas obras perceberão o que distingue os dois estilos. Os mais puritanos terão opinião diferente, mas o meu principal objectivo é mesmo atrair e conquistar novos leitores."

Fonte:LINK


Última edição por C.Soares em Seg Ago 17, 2009 7:08 pm, editado 1 vez(es) (Razão : *Edição*)

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Re: Entrevista a Bruno Matos

Mensagem por C.Soares em Seg Ago 17, 2009 7:09 pm

Sem duvida uma boa entrevista que nos mostra aquilo que os autores pensão a respeito deste estilo literário.

Boa cobertura Yeiti!

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Re: Entrevista a Bruno Matos

Mensagem por Pereira em Seg Ago 17, 2009 7:48 pm

Yeiti escreveu:
Acredita que a literatura fantástica é descriminada pelas pessoas? É considerada um género menor?
A literatura fantástica sofre do mesmo preconceito que a Banda Desenhada, é vista como um produto para crianças. Por algum motivo, noutros países, obras de fantasia surgem com duas capas, uma para adultos e outra para jovens. Tudo se resume às pessoas darem uma oportunidade ao fantástico e à BD. Experimentem antes de opinarem. Se não gostarem, a vida continua e os autores continuarão a escrever as suas obras, com o mesmo empenho, para os leitores que apreciam o seu trabalho.

Palavras sábias Razz



Boa entrevista Very Happy ainda não comprei o livro mas estou a pensar em faze-lo
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Re: Entrevista a Bruno Matos

Mensagem por C.Soares em Seg Ago 17, 2009 8:20 pm

Isso que citaste aconteceu precisamente com o 4 livro de Harry Potter, que ao inicio foi descriminado por tudo e todos até ao 3º livro, que foi então que por felicidade saiu a longa metragem nos cinemas, o que fez com que muitas mentes retrogradas se alterassem, no entanto os livros continuaram a sair com duas capas scratch .

Esta foi a principal razão para a criação desta comunidade.

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Re: Entrevista a Bruno Matos

Mensagem por Pereira em Seg Ago 17, 2009 8:24 pm

eu lembrome disso do harry potter, mas apenas vagamente porque era um miudo ainda de escola primaria, quando o filme saiu já eu tinha lido os livros e ninguem conhecia o Harry Potter. Havia, lá esta, essa ideia de a fantasia ser para crianças, mas por acaso eu começei a ler Harry Potter por causa do meu pai, que já lia antes de mim
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Re: Entrevista a Bruno Matos

Mensagem por C.Soares em Seg Ago 17, 2009 8:34 pm

Pereira escreveu:eu lembrome disso do harry potter, mas apenas vagamente porque era um miudo ainda de escola primaria, quando o filme saiu já eu tinha lido os livros e ninguem conhecia o Harry Potter. Havia, lá esta, essa ideia de a fantasia ser para crianças, mas por acaso eu começei a ler Harry Potter por causa do meu pai, que já lia antes de mim

Eu comecei a ler Obrigado pela minha professora de Inglês que era a tradutora, e ainda digo mais, eu nem gostava de ler, mas após o primeiro capitulo parecia droga a consumir-me Razz!

Hoje em dia só tenho que agradecer à senhora Isabel Nunes o puxão de orelhas que me deu quando falsifiquei o resumo da obra obrigando-me de seguida a ler o livro todo Razz What a Face What a Face What a Face tongue cheers

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Re: Entrevista a Bruno Matos

Mensagem por Pereira em Seg Ago 17, 2009 10:18 pm

de professores como esses é que este nosso Portugal cada vez mais "analfabeto" precisa!!! Very Happy


eu felizmente nao precisei de nenhum puxão de orelhas para começar a ler...o "bichinho da leitura" nasceu comigo xD
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Re: Entrevista a Bruno Matos

Mensagem por C.Soares em Ter Ago 18, 2009 3:30 pm

Pereira escreveu:de professores como esses é que este nosso Portugal cada vez mais "analfabeto" precisa!!! Very Happy


eu felizmente nao precisei de nenhum puxão de orelhas para começar a ler...o "bichinho da leitura" nasceu comigo xD

Pois mas eu sempre fui mais virado para os eSports, (desportos electrónicos), dai que tive mesmo que levar aquele puxão Razz!

Já agora aqui fica a página da organização de desportos electrónicos que fundei à já quase 1 ano:

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Re: Entrevista a Bruno Matos

Mensagem por Pereira em Ter Ago 18, 2009 7:15 pm

ja visitei a uns tempos Smile

eu mesmo joguei cs durante alguns anos sem parar mas depois deixei-me...agora so jogo cs de vez em quando
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Re: Entrevista a Bruno Matos

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